Estou fazendo uma prece por você



Ouvindo Aretha Franklin e a sua declaração-desabafo em I Say A Little Prayer, eu deixo minha ressalva no rodapé: Eu lhe entendo bem, Aretha. Fazer prece é coisa de gente que ama. Esse ritual de não se dirigir diretamente à uma divindade, simplesmente direcionar coisas boas em pensamento, em alma, a qualquer hora do dia, em qualquer momento banal ou corriqueiro, é coisa de gente que ama. E eu entendo a Aretha, por que, assim como ela, enquanto eu encosto a boca na xícara e enquanto a cafeína está estimulando meu sistema nervoso central, eu estou fazendo uma prece por você. Enquanto eu estou no meio do trânsito engarrafado da ponte Rio-Niterói, eu faço uma prece por você. Enquanto a apresentadora do telejornal fala sobre a inflação no país e a moça do tempo diz que a previsão é de chuva forte pra segunda-feira, eu também faço. Enquanto eu molho as plantas e coloco água e ração para o cachorro, também. Eu não preciso estar de joelhos ou me isolar da civilização pra interceder por você. Não é necessário nem mesmo fechar meus olhos ou me desligar das minhas atividades para interceder pelo seu bem estar. Meu bem, te quero bem.

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